Por que a gasolina é tão cara no Brasil e como driblar o aumento?

Larissa Carvalho

| 3 minutos para ler

bomba de gasolina abastecendo um carro preto. Imagem destaque da bomba

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Quer saber como é calculado o valor do combustível em nosso país? Confira as informações que separamos para você

É bem provável que você tenha sido impactado pelas notícias de que a Petrobras reduziu os preços da gasolina e do diesel. Mas, por que a gasolina é tão cara no Brasil? Entenda!

No dia 30 de abril (2021), a empresa anunciou que os preços médios nas refinarias ficariam em R$2,59 por litro para a gasolina, e, em R$2,71 por litro para o diesel.

imagem de bombas seguidas em um posto de gasolina. Duas bombas amarelas e duas verdes

Mesmo com a redução dos valores, os combustíveis continuam mais caros quando comparados com dezembro de 2020, quando o litro da gasolina custava em média R$1,84 e o do diesel saía a R$2,02.  

O aumento da gasolina foi de 40,7% nas refinarias e o  valor do diesel subiu 34,1%. Então, você não vai conseguir sentir uma grande economia em seu bolso. 

Continue conosco para saber como é composto o preço da gasolina e se ela poderia ser mais barata.

Por que o preço chega ao consumidor final de maneira mais cara?

Por que a gasolina é tão cara no Brasil? Para você entender melhor, é necessário conhecer quais itens fazem parte da composição do preço do combustível.

A definição dos preços da gasolina e do diesel começa com a Petrobras, que domina o mercado brasileiro, mesmo existindo a venda dos produtos por outras empresas no país.

Como já falamos aqui no blog, os preços dos combustíveis são formados a partir do valor de paridade de importação. Isso significa que eles têm relação com as cotações internacionais, os custos de transporte e as taxas portuárias. 

O mercado brasileiro é aberto à livre concorrência, isto é, as distribuidoras têm a alternativa de importar produtos. Por este motivo, a paridade deve ser levada em consideração.  Mas, mesmo assim, a gasolina cara ainda é uma realidade em todo o país.

imagem da bomba abastecendo um carro prateado

É também considerada uma margem que cobre riscos, como volatilidade do câmbio e dos preços. Além disso, é considerado o lucro do produtor ou importador.

Depois, são acrescentados os impostos (ICMS, PIS/Pasep e Cofins, e CIDE), o custo do etanol anidro (no caso da gasolina) e do biodiesel (no caso do diesel) e margens de distribuição e revenda.

A inclusão de etanol é estipulada por lei. Desde 2015, o percentual obrigatório de etanol anidro na gasolina comum é de 27% e na premium é de 25%.

Para ficar ainda mais fácil de visualizar, vamos resumir a fatia que cada item representa na composição do preço da gasolina:

  • 29% – realização da Petrobrás
  • 29% – ICMS
  • 15% – PIS/Pasep e Cofins, e CIDE
  • 15% – custo etanol anidro
  • 12% – margem dos distribuidores e postos

Veja agora como funciona para a definição do valor do diesel:

  • 47% – realização da Petrobrás
  • 14% – ICMS
  • 9% – PIS/Pasep e Cofins, e CIDE
  • 14% – custo biodiesel
  • 16% – margem dos distribuidores e postos

Quais os impostos cobrados no preço final da gasolina?

ICMS (Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal, e de Comunicação)

É um imposto estadual e do DF, que ocorre na circulação de mercadorias; prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal; prestação de serviço de comunicação. 

PIS/Pasep e Cofins (Programa de Integração Social / Contribuição para Financiamento da Seguridade Social)

São tributos federais que estão presentes em praticamente todos os segmentos da cadeia produtiva do país.

O PIS é a contribuição social destinada ao pagamento do seguro-desemprego, abono e participação na receita dos órgãos e entidades para os trabalhadores públicos e privados.

Já o COFINS tem sua destinação vinculada à área da saúde.

CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico)

É um tributo da União e seus recursos vão para o financiamento de programas de infraestrutura de transportes, projetos ambientais relacionados à indústria do petróleo e do gás, e, ao pagamento de subsídios ao transporte de álcool combustível.

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