Como financiar um imóvel? Veja o passo a passo

Lu do BPC

| 6 minutos para ler

mulher mexendo no computador sentada no chão próxima a uma mesa

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Comprar um imóvel é um daqueles planos que exigem mais do que vontade. Para muita gente, juntar todo o dinheiro necessário de uma vez está fora da realidade, e é aí que o financiamento imobiliário pode entrar no planejamento.

Mas, afinal, como financiar um imóvel? Antes de escolher uma casa ou apartamento, é importante entender quanto você pode dar de entrada, qual parcela cabe no seu orçamento e quais condições serão consideradas pelo banco.

A boa notícia é que você não precisa descobrir tudo isso sozinho. Com informação e planejamento, fica mais fácil entender as etapas do financiamento, organizar as finanças e avaliar as opções disponíveis para fazer uma escolha que faça sentido para o seu bolso.

Como funciona o financiamento de um imóvel?

O financiamento imobiliário funciona de forma parecida com um empréstimo de longo prazo: o banco paga ao vendedor uma parte do valor do imóvel, e o comprador devolve esse dinheiro em parcelas, com juros e outros custos previstos no contrato.

Na prática, o comprador costuma pagar uma parte do imóvel com recursos próprios, a chamada entrada, e financia o restante. 

O valor da entrada e o percentual que poderá ser financiado dependem das condições da operação, da instituição financeira e das características do imóvel.

Antes de liberar o crédito, o banco também avalia o comprador e o imóvel. No caso do comprador, entram na análise fatores como renda e capacidade de pagamento. Já o imóvel passa por uma avaliação para verificar suas condições e o valor considerado na operação.

Durante o financiamento, o imóvel fica como garantia do pagamento da dívida por meio da alienação fiduciária. Isso significa que, até a quitação do contrato, a propriedade fica vinculada à instituição financeira. Depois que o financiamento é totalmente pago, essa garantia é retirada.

Quem pode financiar um imóvel?

O financiamento imobiliário não é exclusivo para um determinado perfil, mas a aprovação depende dos critérios da instituição financeira. A análise costuma considerar a renda, o histórico financeiro e a capacidade de assumir as parcelas sem comprometer excessivamente o orçamento.

Também é possível, em algumas situações, fazer a composição de renda com outra pessoa. Isso pode aumentar a capacidade de financiamento, já que as rendas são consideradas em conjunto na análise.

Ainda assim, ter uma renda compatível não garante a aprovação. Cada instituição pode estabelecer seus próprios critérios e condições, por isso vale comparar as possibilidades antes de escolher onde solicitar o financiamento.

Quanto é preciso ter para financiar um imóvel?

A entrada é a parte do valor do imóvel paga pelo comprador com recursos próprios, enquanto o restante pode ser financiado. Não existe um valor único de entrada que sirva para todas as situações: o quanto será necessário depende da instituição, do imóvel e do perfil do comprador.

De modo geral, quanto maior for a entrada, menor será o valor financiado. Isso pode reduzir o valor das parcelas e também os juros pagos ao longo do contrato.

Mas é importante não comprometer toda a reserva financeira com a entrada. A compra do imóvel também envolve despesas como ITBI, registro, cartório e avaliação, que precisam entrar no planejamento.

É possível usar o FGTS para financiar um imóvel?

Sim. O saldo do FGTS pode ser utilizado na compra de um imóvel residencial, inclusive para ajudar no pagamento da entrada, desde que o comprador e a operação atendam aos requisitos estabelecidos pelas regras do FGTS.

O recurso também pode ser utilizado em outras situações relacionadas ao financiamento, como amortização ou quitação do saldo devedor, conforme as condições aplicáveis.

Como existem critérios específicos para utilizar o FGTS, é importante verificar as regras vigentes e confirmar se você se enquadra antes de considerar o saldo no planejamento da compra.

Quais documentos são necessários para financiar um imóvel?

A documentação pode variar de acordo com a instituição e as características da compra, mas alguns documentos costumam ser solicitados durante o processo.

Para o comprador, podem ser necessários documentos pessoais, comprovantes de renda e de residência, além de informações sobre o estado civil, quando aplicável.

Também é preciso apresentar documentos relacionados ao imóvel e ao vendedor, para que a instituição possa verificar a situação da propriedade e dar continuidade à análise.

Quem pretende utilizar o FGTS pode precisar apresentar documentos adicionais para comprovar o direito ao uso do saldo.

Como cada financiamento tem suas particularidades, o banco pode solicitar outros documentos ao longo da análise. Por isso, manter a documentação organizada ajuda a evitar atrasos no processo.

como financiar um imovel
Como financiar um imóvel?

Como financiar um imóvel: passo a passo

Saber como financiar um imóvel fica mais simples quando você divide o processo em etapas. Embora os procedimentos possam variar entre as instituições, o caminho costuma envolver planejamento financeiro, simulação, análise de crédito e avaliação do imóvel.

  1. Organize o orçamento: analise sua renda, despesas e dívidas para definir quanto pode comprometer mensalmente com o financiamento.
  2. Defina o valor da entrada: estabeleça quanto você consegue pagar com recursos próprios sem comprometer toda a sua reserva e considere os custos adicionais da compra.
  3. Faça simulações: compare diferentes possibilidades de valor financiado, prazo, parcela, taxa de juros e CET antes de tomar uma decisão.
  4. Escolha o imóvel: depois de entender sua capacidade financeira, procure uma propriedade compatível com o orçamento e confira sua documentação.
  5. Passe pela análise de crédito: o banco avalia seu perfil financeiro, renda e capacidade de pagamento para verificar as condições do financiamento.
  6. Aguarde a avaliação do imóvel: a instituição verifica a propriedade e determina o valor considerado para a operação.
  7. Assine e registre o contrato: com tudo aprovado, o contrato é formalizado e registrado. Depois do cumprimento das etapas necessárias, o financiamento é liberado conforme as condições acordadas.

Quais são os custos para financiar um imóvel?

A entrada está entre os principais valores necessários para comprar um imóvel, mas não é a única despesa que deve entrar no planejamento. 

A aquisição também pode envolver custos com ITBI, registro, despesas cartorárias, avaliação do imóvel e seguros, além de outros encargos previstos no financiamento.

Alguns desses valores são pagos no momento da compra, enquanto outros podem ser incluídos no financiamento, dependendo das condições da operação. Por isso, é importante confirmar com a instituição quais despesas poderão ser financiadas e quais precisarão ser pagas com recursos próprios.

Antes de fechar negócio, reserve dinheiro para esses custos. Assim, você evita comprometer toda a sua reserva com a entrada e consegue realizar a compra com mais tranquilidade.

Como escolher um financiamento imobiliário?

Depois de entender quanto pode investir, é hora de comparar as opções disponíveis. Para isso, não basta olhar apenas para a taxa de juros: o custo total do financiamento também faz diferença.

Compare o CET, valor da entrada, parcela, prazo e total pago ao final do contrato. Também avalie se a prestação cabe no orçamento sem comprometer outras despesas importantes.

Um prazo maior, por exemplo, pode deixar as parcelas mais leves, mas também pode aumentar o valor total pago pelo imóvel. Por isso, a melhor escolha é aquela que equilibra custo e uma parcela que você consiga manter ao longo do financiamento.

SAC ou Price: qual é melhor?

SAC e Price são dois sistemas usados para calcular a amortização do financiamento, e a principal diferença está na forma como as parcelas evoluem ao longo do contrato.

No SAC, as parcelas começam mais altas e tendem a diminuir com o tempo, enquanto o saldo devedor é amortizado de forma mais acelerada. Na Price, as parcelas costumam ser mais estáveis ao longo do financiamento, mas uma parcela maior dos pagamentos iniciais é destinada aos juros.

Não existe um sistema melhor para todo mundo. A escolha deve considerar sua capacidade de pagamento, o comportamento das parcelas e o custo total da operação.

É possível financiar um imóvel sem entrada?

Depende das condições do financiamento. Em geral, as instituições não financiam necessariamente 100% do valor do imóvel, e o percentual que pode ser financiado varia conforme o banco, a modalidade, o imóvel e o perfil do comprador.

Recursos como o FGTS e programas habitacionais podem ajudar a reduzir a quantia que precisa sair do bolso, desde que o comprador atenda aos requisitos.

Mesmo quando a entrada é menor, lembre-se de que a compra pode envolver outros gastos, como ITBI e despesas de cartório. Por isso, é importante planejar o valor total necessário para concluir a aquisição.

O que pode impedir a aprovação do financiamento?

A aprovação depende da análise do comprador e do imóvel. Entre os fatores que podem dificultar o financiamento estão renda incompatível com o valor solicitado, alto comprometimento da renda com outras dívidas, restrições cadastrais e inconsistências na documentação.

Problemas encontrados na documentação ou na avaliação do imóvel também podem interferir na operação.

Como os critérios variam entre as instituições, uma eventual negativa em um banco não significa necessariamente que você não conseguirá financiamento em outro. O importante é entender o motivo e avaliar alternativas compatíveis com sua situação.

Como financiar um imóvel sem comprometer o orçamento?

Mais do que conseguir a aprovação, financiar um imóvel exige pensar em como a dívida vai se encaixar na sua vida financeira nos próximos anos.

Antes de fechar negócio, considere o valor da entrada, os custos da compra, o tamanho da parcela e o prazo do financiamento. Compare diferentes propostas e veja qual delas oferece condições que você consegue manter sem abrir mão de outras despesas importantes.

No Bom Pra Crédito, você encontra informações para entender melhor suas opções e tomar decisões financeiras com mais segurança. Assim, fica mais fácil comparar as possibilidades e escolher um crédito que esteja de acordo com o seu momento e com o seu orçamento.

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