O que é FED e como ele influencia na economia brasileira?

Larissa Carvalho

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Você sabe o que é FED? Se você conhece um pouco mais sobre o mercado econômico, com certeza, já ouviu esse termo. Mas sabe o que ele quer dizer?

FED é o sistema de reserva federal econômico dos Estados Unidos, ou seja, é o banco central de lá. É ele que regula todas as medidas econômicas daquele país, como as taxas de juros, por exemplo.

Mas afinal, o que o FED tem a ver com a economia do Brasil? A gente te conta tudo!

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O que é FED?

FED é a sigla para Federal Reserve Board que em português significa Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos. Ele é a organização norte-americana responsável pela administração de todo o complexo bancário do país, assim como definir todas as políticas monetárias que serão aplicadas. Como dissemos anteriormente, o FED funciona como o Banco Central aqui no Brasil.

Ele teve sua origem lá em 1913 com a criação do Federal Reserve Act, o ato que criou o sistema de banco central dos Estados Unidos quando o presidente da Comissão de Finanças daquela época comparou o sistema financeiro dos país com o da Alemanha.

Em 1935, já na fase da Grande Depressão, o FED atuou diretamente com o mercado de títulos do governo sempre com o objetivo de manter as taxas próximas ao nível que tinha sido acordado.

Já hoje, o FED tem como objetivo manter um bom sistema financeiro para o povo, com mais flexibilidade e estabilidade.

Importante salientar que o FED é uma instituição independente do governo e de outras instituições políticas. Por conta disso, ele tem liberdade de tomar decisões que não precisam de aprovação do governo.

Quais suas principais funções?

Todo mundo sabe que os Estados Unidos são considerados uma das maiores economias do mundo. Sendo assim, o FED tem como sua principal função conduzir a política de lá para que ela continue no patamar que hoje se encontra.

Além disso, ele tem outras funções, tais como:

  • Assegurar, proteger, regular e supervisionar a solidez das instituições financeiras;
  • Determinar a compra e venda de títulos públicos;
  • Equilibrar e estabilizar o sistema financeiro;
  • Fiscalizar os bancos centrais de cada um dos estados e distritos;
  • Imprimir a moeda do país;
  • Priorizar que o país tenha as melhores taxas de juros;
  • Promover o desenvolvimento da economia de forma sustentável;
  • Proporcionar a segurança e ajudar no desenvolvimento da comunidade.

Como funciona o FED?

O FED é composto de 3 entidades principais, chamadas entidades chaves:

  1. Board of Governors: essa é a agência independente que é composta por 7 membros indicados pelo presidente e confirmados pelo senado, sendo que o presidente nacional do FED também é indicado pelo presidente do país. Cada um desses membros têm mandatos de 4 até 14 anos e regulamentam os bancos e essa maneira de indicação e mandato tem como objetivo garantir a independência política;
  2. Federal Reserve Banks: são como se fossem os bancos centrais de cada uma das regiões dos Estados Unidos. São eles os responsáveis por transmitir as moedas aos bancos comerciais. São 13 bancos nas seguintes cidades: Atlanta, Boston, Chicago, Dallas, Kansas City, Minneapolis, New York, Philadelphia, Richmond, San Francisco, St. Louis e Washington D.C;
  3. Federal Open Market Committee: também conhecido como FOMC, possui 19 participantes e é responsável pela definição da taxa básica de juros e a condução monetária do país. As decisões são tomadas pelo chamado chairman e seu vice, os membros do Board of Governors e os 12 presidentes dos bancos distritais. Estes últimos se revezam a cada ano.

Como o FED influencia a economia brasileira?

Não há dúvidas sobre a importância mundial da economia americana. Então, por mais que o FED não possa interferir diretamente em outros países, qualquer decisão tomada por ele acaba influenciando diversas outras nações do mundo e não é diferente aqui no Brasil.

É por isso que o FED acaba impactando em alguns pontos da economia brasileira, tais como:

  • Taxa de juros: quando a taxa de juros básica nos Estados Unidos varia, influencia diretamente no preço do dólar ou de contratos de petróleo, por exemplo, o que acaba impactando nas outras economias;
  • Títulos: a compra e venda de títulos tem a ver com a quantidade de dinheiro que circula dentro de um país. Por isso, quando o FED compra títulos, ele retira esses ativos no mercado e insere dinheiro no mesmo. Assim, quando vende, ele retira o dinheiro do mercado. Complicado, não é? Mas isso influencia bastante a economia!

Inclusive, o FED já anunciou que terão altas de juros em 2022 e 2023, além da redução de compra de títulos, o que vai acabar retirando a liquidez do mercado. Isso tudo pode melhorar a economia americana mas, no longo prazo, pode fazer com que as pessoas prefiram investir em mercados considerados mais seguros.

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