O que esperar da economia brasileira em 2021

Larissa Carvalho

| 4 minutos para ler

em uma mesa laranja estáum frasco com álcool em gel, uma máscara cirúrgica, luvas, comprimidos e notas de cem reais

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Entenda tudo sobre o que esperar da economia brasileira em 2021 e descubra quais são as previsões para o mercado de trabalho, saúde da população e retomada das atividades das empresas.

Muitos brasileiros estão ansiosos para saber o que será do país após a pandemia. Algumas pessoas se mantêm positivas, mas fica a pergunta: o que esperar da economia brasileira em 2021?

É por isso que, nesse artigo, você vai saber tudo sobre os fatores principais que irão auxiliar na melhora econômica do Brasil. Continue sua leitura!

Finalmente, a vacina! 

Cerca de 50 países já começaram o ano de 2021 vacinando parcelas da população contra a COVID-19. A expectativa é que a vacinação pelo mundo ajude a conter a doença e trazer perspectivas de um fim mais próximo para a pandemia.

Economistas avaliam que a vacinação será um dos impulsos para a recuperação da economia, após um ano que trouxe uma das piores crises globais em décadas. A perspectiva de que haveria uma vacina próxima foi um dos principais impulsores das bolsas de valores pelo mundo nos últimos meses de 2020.

No Brasil, o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu em dezembro de 2020 que a vacinação será o “capítulo mais importante” para que a economia volte a crescer, de maneira robusta. 

São Paulo começou a vacinar a população contra a COVID-19 na segunda-feira, 18 de janeiro de 2021. A imunização teve início após a aprovação do uso emergencial da vacina do Instituto Butantan pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Como sabemos, a imunização é um processo demorado, que não vai ser capaz de acabar com todas as medidas de proteção impostas pela pandemia, de um dia para o outro. Mas, ainda assim, é considerada um ponto central para a retomada da economia no Brasil e no mundo. 

Para aprender mais: Empréstimo no Brasil. Pesquisa revela o motivo dos pedidos

Economia e consumo em tempos de pandemia

Nos primeiros meses de 2020, a pandemia levou à paralisação parcial da economia em todos os cantos do mundo. Seja por imposição de medidas de isolamento pelas autoridades ou por medo de contágio pelo vírus, muitas pessoas pararam de circular tanto pelas cidades.

Com menor movimentação, a circulação de dinheiro também caiu. Mesmo com o aumento do comércio online, as vendas de varejo registraram uma grande queda nos primeiros momentos da pandemia.

O processo de reabertura nos meses seguintes ajudou o comércio a iniciar um processo de recuperação em boa parte do mundo, inclusive no Brasil. 

Programas de estímulo de governos — como o auxílio emergencial no Brasil, encerrado no fim de 2020 — também ajudaram a impulsionar vendas de bens. O varejo teve recuperação acelerada, mas o setor de serviços ainda se viu diante dos efeitos da crise.

Isso se deve ao fato de ele estar ligado a atividades presenciais e, dessa forma, o setor continua longe do nível anterior à pandemia. Com uma parcela cada vez maior da população imunizada, mais gente deve se sentir confortável para sair de casa e, consequentemente, movimentar mais a economia. 

As restrições sobre estabelecimentos fechados também devem começar a cair. Ao mesmo tempo, a contratação de serviços com demanda represada, como serviços de reparações domésticas não urgentes, devem aumentar. 

As tendências positivas também podem significar um aumento de gastos em produtos mais caros, como automóveis e imóveis. Com uma confiança melhor dos consumidores sobre o andamento da economia, as reticências para gastar e o impulso para poupar devem cair.

Empresas após o fim da pandemia

Com o provável aumento da demanda por bens e serviços, as empresas terão mais dinheiro entrando em suas contas a cada mês. O maior impacto pode ocorrer no setor de serviços, como foi mencionado, já que algumas atividades presenciais talvez sejam liberadas após a vacinação.

A imunização da população também pode significar um nível menor de incertezas relacionadas ao futuro. Assim, as tomadas de decisões de investimento pelos empresários poderão ser impactadas positivamente com o controle ou fim da pandemia.

Com a redução da tendência das medidas de restrição de circulação, os agentes conseguirão ter uma ideia mais clara de qual deve ser a demanda e quais serão os custos de oferecer um produto. Tudo isso deve ajudar a impulsionar os investimentos e a economia. 

homem de camisa azul sentado em uma mesa de frente para seu laptop pensando com a cabeça apoiada nas mãos

Para entender melhor: Economia brasileira, guia completo do setor

O futuro do mercado trabalho

A pergunta que não quer calar é o que esperar da economia brasileira em 2021. O consumo e os investimentos poderão ser importantes para ditar o ritmo das atividades econômicas, mas, como boa parte da retomada passa pelo mercado de trabalho, o crescimento dependerá do andamento da economia.

Além disso, a maior circulação de pessoas e dinheiro pode demorar para aumentar as vagas de emprego. Então, para tomar a decisão de novas contratações, é preciso ver se valerá a pena colocar mais recursos no negócio.

Se a economia estiver melhorando, mas sem um ritmo bom o bastante para passar essa confiança para o empresário, o surgimento de novas vagas pode demorar.

Quanto mais vagas surgirem, maior deve ser o dinheiro que circula. Com mais renda entrando na conta a cada mês, as pessoas tendem a gastar mais. É isso o que ajuda a movimentar a economia e criar um ciclo positivo de expansão da atividade.

A inativação global deixou milhões de desempregados, isso causou um choque muito forte no mercado. Diversas pessoas estavam procurando emprego e irão continuar nessa busca, a tendência é que o mercado de trabalho não dê conta.

Por isso, a expectativa de economistas é que o emprego demore a voltar ao nível anterior à pandemia, mesmo com a vacinação.

Agora que você já sabe o que esperar da economia brasileira em 2021, basta esperarmos a vacinação ser realizada para dar mais passos. Aproveite esse novo contexto econômico no Brasil e estude sobre finanças no blog do Bom Pra Crédito

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