Dinheiro na poupança vale a pena? Entenda aqui!

Larissa Carvalho

| 4 minutos para ler

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Recentemente com o aumento da taxa Selic, muitas pessoas voltaram a pensar em apostar na antiga poupança. Mas será que é uma boa ideia? Afinal, poupança é um investimento que vale a pena?

Criada em 1861 pelo imperador Dom Pedro II junto com a Caixa Econômica Federal, a poupança ainda é o investimento mais popular no país. Principalmente pela segurança, ela ainda é considerada a queridinha dos brasileiros.

Mas afinal, colocar dinheiro na poupança vale a pena? Será que existem outras opções melhores? É que vamos te contar agora!

Leia também: Cálculo de rendimento da poupança – não fique às cegas com seu dinheiro

O que é a poupança?

Regulada pelo Banco Central, a poupança foi criada com o objetivo de permitir que os mais pobres pudessem economizar de maneira segura.

Foi criada através do Decreto 2.723 pagando, na época, 6% de juros ao ano, sendo que o titular poderia sacar o dinheiro quando desejasse. Essas eram as garantias do governo imperial.

Hoje ainda é conhecida pelo nome caderneta de poupança porque naquela época, cada pessoa que investisse recebia um caderninho para anotar os rendimentos.

Qualquer pessoa pode abrir uma poupança. Não é necessário comprovante de renda, somente documentos como CPF e RG e comprovante de residência. Além disso, ela é gratuita, ou seja, não é necessário pagar nenhuma taxa.

A poupança é garantida pelo FGC, Fundo Garantidor de Crédito. Ou seja, esse órgão mantido por instituições financeiras associadas, garantem que, caso o banco quebre, o cliente recebe o dinheiro de um fundo coletivo.

Além disso, o rendimento da poupança é igual em qualquer banco que você escolha abrir a conta.

A Taxa Selic

Hoje ainda a poupança costuma render cerca de 6% ao ano. No entanto, as regras mudaram em 2012 e agora ela se chama poupança nova e também recebe influência da TR, que é a Taxa Referencial.

Assim, quando a taxa Selic fica igual ou menor que 8,5%, a poupança rende 70% dessa taxa, somada à TR, que é zero desde 2017. Quando a taxa Selic é maior que 8,5%, a poupança passa a ser 0,5% ao mês, somada à TR.

Lembrando que a Selic é a taxa básica de juros da economia, sendo o principal instrumento de política monetária para controlar a inflação, influenciando todas as demais taxas.

Só que a Selic só vem subindo nos últimos tempos, isso faz com que a poupança seja a melhor opção? Já vamos explicar!

Afinal, a poupança vale a pena?

Atualmente, a taxa Selic está em 6,25% ao ano. Ou seja, hoje a poupança, que está rendendo 70% da taxa Selic, passa a ser 4,375%, ou, arredondando, 4,38% ao ano, somada à TR. Como a TR está zerada, mantém-se 4,28%.

Então, a taxa mensal da poupança calcula-se dividindo 4,38% por 12 meses, ficando 0,36% ao mês.

Esses cálculos até fazem a gente pensar que vale a pena investir na poupança agora. Principalmente porque pouquíssimo tempo atrás, ela estava rendendo 0,30% ao mês. Além disso, a poupança é livre de IOF e Imposto de Renda (até uma certa faixa).

Mas por que então ela não vale a pena? Por causa dela: a inflação! ? Quer ver?

A tão temida inflação

Tanto em 2019 quanto em 2020, a inflação fechou maior que a poupança. Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2019 ela acumulou 4,31%, enquanto em 2020, foi 4,23%. As duas taxas maiores que o rendimento da poupança da mesma época.

Além disso, a inflação define o poder de compra das pessoas. Quanto maior a inflação, maiores os preços e menos quantidade de coisas as pessoas podem comprar.

Por isso que, na hora de pensar em fazer um investimento, precisamos sempre diminuir a inflação. Afinal, de que adianta ter uma rentabilidade x se a inflação for 2x?

Sendo assim, não podemos dizer que a poupança vale a pena. No entanto, ela continua sendo uma opção muito segura e fácil de investir.

Porém, acredita-se que o principal motivo para as pessoas investirem na poupança é não conhecer outras opções de investimento. Sendo assim, resolvemos te apresentar alguns para você optar caso queira um rendimento um pouco maior.

Outras opções além da poupança

Certificado de depósito bancário, o CDB

Os CDBs são títulos que os bancos emitem, normalmente atrelados à taxa do Certificado de Depósito Bancário, a CDI, que por sua vez, tem um valor próximo à Selic.

São investimentos considerados seguros e têm rentabilidade maior que a da poupança. No entanto, são tributados pelo Imposto de Renda, sendo assim, precisam ficar um certo tempo aplicados para valerem a pena.

O CDB tem proteção do FGC até o valor de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

Debêntures 

Debêntures são títulos emitidos por empresas para atrair capital para o próprio negócio. É como se o investidor emprestasse dinheiro para empresas comprarem matéria-prima ou utilizarem como capital de giro e depois esse dinheiro é devolvido com juros.

As debêntures são parecidas com o CDB, mas com risco maior já que as empresas que as emitem podem acabar dando um calote em quem comprou os títulos. Elas também são tributadas pelo Imposto de Renda, a não ser as incentivadas, que são isentas.

Além disso, as debêntures também não são garantidas pelo FGC, por isso é sempre bom procurar títulos de empresas conhecidas e que tenham um histórico financeiro positivo.

Fundos de renda fixa 

Os fundos de renda fixa são carteiras de investimentos compostas por diferentes tipos de títulos, sendo 80% de renda fixa, sejam eles públicos ou privados.

Neles, diferentes investidores, chamados de cotistas, aplicam dinheiro com a ajuda de um gestor profissional.

É um investimento relativamente seguro, não precisa de valor inicial alto e contém retorno acima do CDI. No entanto, não tem garantia do FGC.

Além disso, são diversos os tipos de investimento, sendo que alguns podem ter maior risco que outros.

LCA e LCI

O LCA, ou Letra de Crédito do Agronegócio, é um investimento de renda fixa emitido pelo banco onde os recursos captados são utilizados para o setor de agronegócio. É um investimento que tem isenção de Imposto de Renda, já que ajuda no desenvolvimento do país.

Já o LCI, ou Letra de Crédito Imobiliário, também é emitido por instituições financeiras, mas os recursos são aplicados em projetos do segmento imobiliário. Assim como o LCA, o LCI é isento de Imposto de Renda.

Os dois tipos de letras de crédito possuem proteção do FGC. No entanto, a liquidez não costuma ser muito alta, ou seja, não é fácil resgatar rapidamente como na poupança, por exemplo. Além disso, precisam de um valor maior para investir.

Títulos do Tesouro 

Os títulos do tesouro estão disponíveis na plataforma do Tesouro Direto, com garantia do Tesouro Nacional. Isso faz com que sejam um dos investimentos mais seguros que existem.

É possível aplicar a partir de R$ 30 e as rentabilidades são diferentes, dependendo da categoria. Além disso, costumam ter rentabilidade maior que a poupança.

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