O que é a tecnologia blockchain?

Larissa Carvalho

| 4 minutos para ler

blockchain

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Ultimamente só se fala nisso, não é? Bitcoin, NFT, metaverso e também o blockchain. Afinal, estamos cercados de termos e conceitos relacionados com o mundo digital.

Mas o que é o blockchain? Para que ele serve? Se você quer tirar todas as suas dúvidas e entender tudo sobre o assunto, fique por aqui que a gente explica!

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O que é blockchain?

Primeiramente, é importante dizer que blockchain e bitcoin nasceram juntos, afinal a blockchain é a tecnologia onde são feitas as transações com bitcoin, assim como outras criptomoedas.

Lembrando que criptomoedas ou cibermoedas são o chamado dinheiro virtual. Esse dinheiro não é emitido por nenhum governo e existe dentro de uma rede protegida.

Ele serve para fazer transações financeiras assim como o dinheiro comum que conhecemos. E, para fazer essas transações, foi criada a blockchain.

É um conceito meio complicado, mas que já faz parte do dia a dia de muita gente, principalmente investidores. Tanto que hoje não são feitas transações apenas de criptomoedas dentro da blockchain, mas também de contratos inteligentes.

A palavra blockchain pode ser traduzida como uma cadeia de blocos, ou seja, as informações que ela armazena são feitas através de diversos blocos de dados onde cada um deles registra tudo o que acontece, assim como data e hora.

Dessa forma, ela pode ser considerada um grande banco de dados compartilhado e que registra todas as transações que são feitas dentro dela.

Dentro da blockchain é possível rastrear todo o envio e recebimento de informação. Assim, todas as transações de criptomoedas, como quantidade, endereço, etc., são registradas e guardadas na rede.

Como funciona?

Como já dissemos no início, as criptomoedas não são emitidas e nem controladas pelo governo. Nem por outras autoridades, bancos e empresas, ninguém de fora têm acesso às transações que são feitas dentro da blockchain.

Seu sistema foi desenvolvido para que os próprios participantes controlem e auditem as ações realizadas. Dessa forma, cada um dos envolvidos tem uma cópia da blockchain em seu computador e nenhuma alteração pode ser feita sem a aprovação de todos.

Aliás, nem as informações que estão contidas dentro da blockchain podem ser mudadas. Elas são consideradas eternas e ficam gravadas para gerar uma rede de confiança.

A blockchain funciona na prática como aquele livro de registro contábil, só que virtual, rodando em diversos computadores ao mesmo tempo. Cada vez que um usuário envia um bitcoin para outro, é feito o registro na rede, gravando a informação neste “livro”.

Após a transação, o livro (ou bloco) é fechado e “selado”, ou seja, nada mais muda ali dentro. Ele recebe uma espécie de carimbo que identifica a data e a hora do fechamento, e é “empacotado” com um identificador. Pensando assim, fica um pouco mais fácil de associar ao tal livro contábil, não é mesmo?

Daí a cadeia dos blocos se dá porque cada bloco guarda a informação do anterior, já que cada transação de bitcoin gera outra e assim por diante. Assim, é criada toda a cadeia de blocos conectados um com o outro.

Como surgiu a blockchain?

Como a gente falou no início, a blockchain surgiu junto com o bitcoin. Isso foi lá em 2008 com a criação de um white paper por Satoshi Nakamoto, ou seja, um documento oficial que serve como guia. Nakamoto que, inclusive, nem se trata de uma pessoa, mas sim um pseudônimo para um grupo de pessoas que estão por trás do bitcoin.

No entanto, naquela época não foi usada a palavra blockchain no guia. Por mais que tenham usado os termos block e chain em momentos separados do texto, a palavra que conhecemos hoje acabou surgindo através do próprio mercado.

Os chamados smart contracts

Como também já dissemos, por mais que a blockchain tenha sido usada inicialmente para as transações de bitcoins, foi percebida a possibilidade de outras frentes para a tecnologia. Afinal, a blockchain nada mais é que um grande banco de dados, seguro, tecnológico e que não tem nenhum governo dando palpite!

Isso significava que era possível a utilização em outros projetos. E o primeiro depois do bitcoin foi o Ethereum, em 2015. Nessa rede começaram a ser criados os chamados smart contracts.

Na prática, os “contratos inteligentes” são contratos feitos e guardados na blockchain e que, assim como o bitcoin, são executados com regras pré-estabelecidas, mas sem o envolvimento de um intermediário como empresa, entidade ou governo, para ter o controle.

Quais são os tipos de blockchain?

Há inúmeros modelos de criptomoedas espalhados pelas blockchain. No entanto, existem dois grandes grupos de tecnologia: a pública e a privada.

Na primeira, qualquer pessoa pode entrar e todos podem acompanhar as movimentações de todos os usuários, não tendo uma entidade central para fazer esse controle. As redes Bitcoin e Ethereum são exemplos dessa modalidade.

Já a blockchain privada teve que ser criada principalmente pelo grande aumento no interesse pelas criptomoedas. Afinal, vários governos e empresas passaram a notar essa tecnologia e se fez necessário um certo controle que, nesse caso, é feito por uma empresa principal que também dita as regras, mas com privacidade.

E a blockchain pode ser considerada segura?

A segurança da blockchain tem tudo a ver com a quantidade de computadores que estão conectados a ela. Quanto mais distribuída a sequência de blocos, mais difícil fica de violar. Afinal, se tem tanta gente conectada e de olho nessa rede, dificilmente alguém vai conseguir fazer alguma alteração sem que outra pessoa saiba.

Além disso, como mencionamos, os blocos estão todos conectados uns aos outros, o que faz com que fique bem difícil a ação de hackers, por exemplo.

A não ser que alguma organização consiga ser dona de mais da metade do sistema. Nesse caso, em teoria, seria possível modificar as próprias transações, mas as chances de isso ocorrer são mínimas e os gastos seriam absurdos, o que provavelmente nem valeria a pena.

Dessa forma, sim, a blockchain pode ser considerada segura!

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