Real digital: conheça a nova moeda virtual brasileira

Larissa Carvalho

| 3 minutos para ler

real digital

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Você já está sabendo da novidade que o Banco Central está divulgando? Ela se chama real digital e pretende começar os testes agora em 2022! 🤑

Não que a gente ainda use muito dinheiro de papel, não é mesmo? Afinal, segundo o Banco Central, apenas 3% do dinheiro disponível para operações no Brasil ainda estão na forma de papel moeda. Além disso, as transações feitas a partir dos dispositivos móveis cresceram 35% de 2019 para 2020.

Por conta disso, a moeda digital brasileira tem sido tema de muitas discussões e será o tema principal da próxima edição do LIFT Lab Challenge, que desenvolve propostas de inovação para o Sistema Financeiro Nacional. Quem coordena o evento é o Banco Central e pela Federação Nacional das Associações de Servidores do Banco Central, a Fenasbac.

Mas afinal, o que é o real digital e quando será o lançamento dessa nova moeda? Acompanhe para saber!

Leia também: O que é dinheiro, você realmente sabe?

O que é o real digital?

Com a intenção de tomar forma até 2024 mas com o início de testes ainda em 2022, o real digital é uma CBDC. Ou seja, uma Central Bank Digital Currency, que traduzido fica “Moeda Digital do Banco Central”.

Ou seja, é uma moeda alternativa que possui o mesmo valor do real tradicional, aquele de papel que nós carregamos por aí dentro da nossa carteira.

A principal diferença entre o real digital e o dinheiro que usamos hoje é que a moeda digital não poderá ser convertida em cédulas. No lugar do papel, serão códigos que o Banco Central vai gerar. Nesses códigos estarão os valores da moeda.

Por mais que muita gente confunda, o real digital não é uma criptomoeda. Afinal, estas não são reguladas pelo Banco Central, além de terem características de ativos, que precisam ser convertidos para uma moeda, com valor instável e especulativo, assim como os investimentos.

Existe até um projeto de lei, o PL 3825 de julho de 2019, que prevê a regulamentação das criptomoedas para que elas sejam fiscalizadas tanto pelo Banco Central quanto pela Comissão de Valores Mobiliários, a CVM. No entanto, o objetivo é que elas continuem como investimento e não como moeda.

Inclusive, a tecnologia que será usada para o real digital, provavelmente será a mesma das criptomoedas, o chamado blockchain.

Por que criar o real digital?

A ideia da criação dessa nova moeda digital brasileira é utilizá-la da mesma maneira que o dinheiro de papel: para fazer pagamentos, compras e demais transações.

O próprio Banco Central irá emitir o real digital, sendo que a distribuição será através dos bancos, instituições financeiras e todos os outros participantes dos sistemas de pagamentos que já existem hoje.

Ele poderá ser utilizado sem a necessidade de um banco onde basta o usuário ter um aplicativo de carteira no celular para realizar as transações.

Além disso, poderá ser usado em qualquer lugar do mundo sem precisar de conversão em bancos, reduzindo a emissão de papel-moeda e inibindo a lavagem de dinheiro.

Um dos principais motivos da criação do real digital pelo Banco Central são as aplicações financeiras orientadas pelo dinheiro programável. Ou seja, o barateamento da criação de contratos de empréstimos inteligentes, com prazos menores para pagamentos ou integração com sistemas de pagamentos internacionais.

A moeda virtual no mundo

De acordo com o Banco de Compensações Internacionais, o BIS, mais de 80% dos bancos centrais de outros países do mundo já estão desenvolvendo moedas digitais.

As Bahamas, por exemplo, lançaram em outubro de 2020 o dólar de areia, a primeira CBDC do mundo. China, Estados Unidos, Rússia e Japão também já utilizam moedas digitais.

A ideia dos países usarem as moedas virtuais é oferecer um melhor custo-benefício na emissão da moeda, bem como maior inclusão financeira e um custo bem menor de transações.

No Brasil, já temos a experiência bem sucedida do Pix, então o Banco Central afirma que a nova moeda virtual brasileira siga a mesma linha de um sistema de operações eficientes mas com o apoio de mecanismos de proteção e supervisão de autoridades.

Sendo assim, a ideia é que o projeto do real digital traga segurança, redução de custos e integração para que o brasileiro tenha liberdade financeira.

Leia também: O que é moeda digital: saiba tudo sobre esse investimento

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